arquivo
Arquivo audiovisual de encomendas feitas à Waves Of Youth e desenvolvidas em conjunto com parceiros, municípios e outras entidades.
film school
Serviço Educativo
O serviço educativo do ano 2023 da associação Waves Of Youth teve como parceiros o Município de Santarém, o Agrupamento de Escolas Sá da Bandeira e o Centro Cultural Regional de Santarém.
2024

Vivências das Tradições
Alunos da ESSB com Waves Of Youth
DOC / 13’
Alunos da ESSB com Waves Of Youth
DOC / 13’
Este projeto, desenvolvido em conjunto pela associação Waves Of Youth e pelos alunos da turma TAS/TEI2 da Escola Secundária Sá da Bandeira de Santarém, insere-se nas celebrações do cinquentenário do 25 de abril. Retrata a tradição, os idos da cultura avieira e da vinha, passando pelo rancho e como era viver em Alcanhões e Vale de Figueira, em Santarém, nos anos da ditadura. Pelas vozes das comunidades, ouvimos os relatos da terra, da revolução e um olhar sobre o futuro. Um cruzamento de gerações em que um dos alunos percorre as estradas e os caminhos em busca de um novo registo de histórias que se vão perdendo pelo tempo, na tentativa de as perpetuar para novas gerações nunca esquecerem as conquistas de abril.

Futurama
O Futurama é um projeto cultural que opera a partir de Beja, capital do Baixo Alentejo. Implementa entre diversas geografias do Baixo Alentejo um ecossistema cultural e artístico, transdisciplinar, colaborativo e transfronteiriço, através de uma programação partilhada que coloca em diálogo educação e artes, criação contemporânea e tradição, espaços culturais, patrimoniais e de ensino. Juntamente com a Waves Of Youth, produziu mini-documentários sobre projetos comissionados ou inaugurados no festival.
2023

Rultabulo
Colectivo Til
DOC / 1’
Colectivo Til
DOC / 1’
O legado do Festival Futurama vive em Castro Verde: no Parque da Liberdade, o Colectivo Til criou um lugar de convívio, prática de skate e investigação livre de formas alternativas de experimentar o espaço público. Curadoria de Jesse James.

Observatório em Formas
Mafalda Matos e Escola Secundária de Castro Verde
DOC / 1’
Mafalda Matos e Escola Secundária de Castro Verde
DOC / 1’
A arte, a pedagogia e o design têm muito em comum: são todos campos de profunda abertura à experimentação, sempre em busca de novas ferramentas para gerar conexões entre pessoas. No último Festival Futurama, Mafalda Matos foi uma das artistas convidadas para explorar este cruzamento perfeito, junto à turma de Artes Visuais da Escola Secundária de Castro Verde - um processo que podes conhecer um pouco mais através deste pequeno filme.

Cantexto
Sete escritores e sete grupos de Cante
DOC / 1’
Sete escritores e sete grupos de Cante
DOC / 1’
No Festival Futurama 2023, estrearam em Mértola, Castro Verde e Beja as encomendas feitas aos escritores Joana Bértholo, Richard Zimler, Regina Guimarães, Ondjaki, Isabela Figueiredo, Afonso Cruz e Marta Pais de Oliveira, que escreveram poemas para os grupos de cante alentejano Rosinhas do Loredo, Cantadores de Beringel, Ceifeiras de Pias, Grupo Coral e Etnográfico de Vila Nova de São Bento, Cardadores da Sete, Grupo Coral da Mina de S. Domingos e Grupo Coral da Vidigueira, respetivamente. A composição ficou a cargo de Celina da Piedade, Ana Santos e Paulo Ribeiro.

Mal de Ulisses
Rui Catalão
DOC / 1’
Rui Catalão
DOC / 1’
Em cada território por onde passa, Rui Catalão expande a sua pesquisa acerca dos contextos migratórios em Portugal. Por todo o país – e, com o Festival Futurama 2023, em Beja –, vai recolhendo histórias, fragmentos e memórias, compondo um retrato-mosaico de uma terra sempre plural através dos tempos.

Baila comigo como se baila na tribo
Clara Andermatt
DOC / 1’
Clara Andermatt
DOC / 1’
A cada ano, o Futurama torna-se presença mais recorrente junto a comunidades ciganas do Baixo Alentejo. No verão passado, num dia de muito calor e entusiasmo, Clara Andermatt, com Félix Lozano, levou ao Bairro das Pedreiras, em Beja, uma atividade de formação e sensibilização artística através da dança. Ficámos contagiados com o talento e a alegria das crianças!

Corrente
John Romão
DOC / 1’
John Romão
DOC / 1’
No dia 3 de junho, Mértola recebeu a estreia de "Corrente", nova criação de John Romão que assinalou a abertura da 2ª edição do Festival Futurama. O espetáculo nasceu de uma proposta aos atletas do Clube Náutico de Mértola a experimentarem as águas do rio Guadiana a partir de outras perspetivas emotivas e estéticas – convite que se estendeu, também, a todo o público presente.

Insularidade
Jacira da Conceição
DOC / 1’
Jacira da Conceição
DOC / 1’
Memórias da Ilha de Santiago, em Cabo Verde, despertas nas ruas de Beja, na última edição do Festival Futurama. Com os pés no chão e o pote apontado aos céus, a artista visual e ceramista Jacira da Conceição convidou as pessoas que observavam, curiosas, a experimentar o peso e a força da ancestralidade feminina e africana.

Residências Rasgo “Arquivo e Memória”
As Residências Rasgo propuseram-se a trabalhar de forma participativa e colaborativa com a comunidade. Este projeto surge através da necessidade de introduzir uma abordagem mais artística na educação, que provoque a inquietação e levante questões —visando estimular uma sensibilidade a nível cultural, artístico, social, etc. — e que esse desassossego tenha sido trabalhado junto de nós no decorrer desses dias.
2023



Biennial of Contemporary Arts
A BoCA, com a Waves Of Youth, produziu mini-documentários sobre projetos comissionados ou inaugurados na bienal. São criações que marcam a estreia de artistas consagrados em novos territórios artísticos, ou celebram encontros inéditos entre artistas de domínios distintos, como a dança e a música, artes visuais e participação, ou a música de géneros diferentes em diálogo.
2025

Cante Rasgueado & Descomposición/Choro
Niño de Elche & Pedro G. Romero
DOC / 14’
Niño de Elche & Pedro G. Romero
DOC / 14’
Depois da residência artística que percorreu a raia que separa - ou une - o sul de Portugal, Huelva e Extremadura, há uma história em torno deste percurso que conta as sonoridades com as quais Niño de Elche e Pedro G. Romero se depararam, e a partir das quais criaram o concerto “El Cante Rasgueado” e a conferência-performance “Descomposicíon/Choro”, apresentadas em Lisboa e Madrid.
Desde uma tentativa de “desfolclorização” aos segredos mais bem guardados desta paisagem transfronteiriça, o documentário sobre estas duas novas criações reúne o testemunho de dois artistas inconfundíveis e da equipa que os acompanhou, e revisita uma investigação coletiva que se desdobrou em dois momentos através dos quais atravessamos territórios, histórias e comunidades.
Ao regressar aos lugares, às vozes e às escutas que moldaram este processo, o filme revela o modo como a criação artística se constrói a partir do encontro e da contaminação entre práticas, memórias e geografias, compondo um retrato sensível de uma estética em permanente transformação. Entre arquivo, paisagem e performance, este documentário acompanha a travessia que fez do som matéria política e poética, afirmando o canto como espaço de resistência, partilha e reinvenção coletiva.

Coral dos Corpos Sem Norte
Kiluanji Kia Henda
DOC / 12’
Kiluanji Kia Henda
DOC / 12’
Em “Coral dos Corpos Sem Norte”, Kiluanji Kia Henda apresenta um projeto em dois tempos que se desdobra entre palco e espaço público, combinando espetáculo e instalação para criar um exercício de presença e deslocação.
Neste documentário, ouvimos o artista explicar os assombros da migração e a forma como estes se articulam com o simbolismo da pemba/mbindi, um feitiço tradicional angolano que mantém quem parte ligado ao lugar de origem, transformando o ato de viajar num ciclo sem início nem fim.
Desde o som, aos coros e a presença dos intérpretes, o público é colocado no centro de uma experiência sensorial e crítica, refletindo sobre o lugar do indivíduo nas geografias políticas e afetivas do mundo contemporâneo.

O Julgamento Pelicot
Milo Rau & Servane Dècle
DOC / 15’
Milo Rau & Servane Dècle
DOC / 15’
À porta do Panteão Nacional, durante a BoCA Bienal, a frase “A vergonha tem de mudar de lado” erguia-se numa faixa pintada à mão, assinalando o início da vigília performativa “O Julgamento Pelicot”, de Milo Rau e Servane Dècle, com a participação de mais de vinte e cinco personalidades da cultura, jornalismo e ativismo.
Entre memória jurídica e reativação artística, entre o facto histórico e a sua ressonância pública, este documentário acompanha os processos de investigação e criação que estiveram na origem do espetáculo, concebido como tributo a Gisèle Pelicot.
Mais do que o registo de uma arquitetura cénica que convoca o público para uma escuta atenta, a obra propõe também uma reflexão crítica sobre a violência contra as mulheres e sobre as formas coletivas de a tornar visível.

Os Rapazes da Praia Adoro
Alberto Cortés & João Gabriel
DOC / 11’
Alberto Cortés & João Gabriel
DOC / 11’
Depois do convite feito a Alberto Cortés e João Gabriel, a primeira e fundamental questão que surgiu foi como é que poderiam os dois artistas - entre as artes performativas e as artes visuais - encontrar um lugar comum de expressão. Rapidamente esse lugar ganhou nome e geografia, dando origem a “Os Rapazes da Praia Adoro”, uma praia imaginada entre Lisboa e Madrid, onde o desejo, a memória e a ficção se encontram para colocar frente a frente geografias, línguas e corpos.
Nestas imagens, que nos contam como foi a residência de ambos até à materialização do espetáculo estreado em Madrid e Lisboa, ouvimos o retrato de um encontro entre um português e um espanhol que se aproximam num espaço suspenso, a igual distância de ambos os países, como se a praia pudesse ser ao mesmo tempo fronteira e abrigo ou, até, travessia. Entre erotismo e vulnerabilidade, encontramos o universo queer de Alberto & João explanado numa obra em que um lugar inscreve histórias pessoais, tensões políticas e a possibilidade de uma comunidade por vir.

13 Alfinetes
João Pedro Rodrigues & João Rui Guerra da Mata
DOC / 8’
João Pedro Rodrigues & João Rui Guerra da Mata
DOC / 8’
Mergulhamos no universo ficcional de “13 Alfinetes”, o novo filme de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata, onde uma cinefilia assumidamente profana se debruça sobre um mito em tempos e geografias sobrepostos. A partir de um milagre atribuído a Santo António, ouvimos, pelas palavras dos próprios realizadores, o processo de construção de uma narrativa que revisita, com inquietação e humor, as fronteiras entre fé, vingança e desilusão.
Desde a idealização até à produção, o documentário acompanha o percurso criativo do filme, rodado entre Lisboa e Madrid, revelando como “13 Alfinetes” explora um espectro que vai desde a exuberância da arte de Goya até à tensão entre visível e oculto, afirmando-se como um exercício de cinefilia ritual, onde sagrado e profano coexistem, se contaminam e se reinventam através da arte.
Desde a idealização até à produção, o documentário acompanha o percurso criativo do filme, rodado entre Lisboa e Madrid, revelando como “13 Alfinetes” explora um espectro que vai desde a exuberância da arte de Goya até à tensão entre visível e oculto, afirmando-se como um exercício de cinefilia ritual, onde sagrado e profano coexistem, se contaminam e se reinventam através da arte.
2023

As ascensões e quedas infinitamente repetidas do desejo
Bendik Giske & Romeu Runa
DOC / 14’
Bendik Giske & Romeu Runa
DOC / 14’
No Panteão Nacional, o músico Bendik Giske e o ator e bailarino Romeu Runa protagonizaram um dos momentos "que ecoará na memória da BoCA durante a posteridade”, segundo Maria Carvalho (Rimas e Batidas). Partilhando uma fisicalidade intensa - e uma química sem igual -, os artistas reuniram-se para um concerto-performance inédito, que levou o saxofone, o corpo, o desejo e o público aos limites da atração e da beleza.

E se o autobiográfico não for mais do que a história dos outros a atravessar-nos?
Gabriel Chaile
DOC / 12’
Gabriel Chaile
DOC / 12’
Numa encomenda da BoCA para a última edição da bienal, o argentino Gabriel Chaile recorre aos saberes ancestrais da sua família, cuja economia baseava-se no feitio do pão, para forjar um gesto de proximidade, empatia, luta e celebração para com Alcindo Monteiro. Em dias de reflexão, debates, fartura e música, artista e público puderam trazer ao presente a vida do jovem português e cabo-verdiano – em toda a ternura e força política da sua memória.

Terra Cobre
João Pais Filipe & Marco da Silva Ferreira
DOC / 10’
João Pais Filipe & Marco da Silva Ferreira
DOC / 10’
Nesta nova criação coreográfica e instalativa, a sensibilidade e técnica musical da música ao vivo de Pais Filipe entrelaça-se com a dança de Marco da Silva Ferreira, cujo corpo torna-se elemento percutivo. Com e a partir da arte chocalheira tradicional de Alcáçovas – património em Necessidade de Salvaguarda Urgente, segundo a UNESCO –, “Terra Cobre” desafia a iconografia e simbologia tradicional portuguesas, vindas de um mundo terreno e pastoril, mas também de êxtase e festa.

Está Visto
João dos Santos Martins, Ana Jotta, Joana Sá & Filipe Pereira
DOC / 14’
João dos Santos Martins, Ana Jotta, Joana Sá & Filipe Pereira
DOC / 14’
Na Academia das Ciências de Lisboa, cercado por estantes de livros centenários, João dos Santos Martins - com os desarranjos no piano de Joana Sá, o figurino de Ana Jotta e a luz de Filipe Pereira - dança o amor, nos seus prazeres e dores. Unindo a poesia de Heine, a música de Schumann e a libra enquanto vocabulário gestual, "Está Visto" leva-nos, com delicadeza e intensidade, à intimidade de um romance perdido. O espetáculo, estreado na 4.ª edição da BoCA, "traça em definitivo a grandeza desse que já é um dos futuros da dança portuguesa" (Antropositivo).

Corpo Visível
Keli Freitas com alunos da Univ. do Algarve e Escola Superior de Música de Lisboa
DOC / 9’
Keli Freitas com alunos da Univ. do Algarve e Escola Superior de Música de Lisboa
DOC / 9’
"Corpo Visível" é o título do primeiro poema e livro de Mário Cesariny. No âmbito do seu centenário, a BoCA comissionou uma nova criação participativa e experimental com estudantes do curso de artes visuais da Universidade do Algarve e de composição da Escola Superior de Música de Lisboa. Sob direção artística da encenadora e colecionadora de palavras Keli Freitas, a performance-instalação em tributo ao universo surrealista do artista português teve lugar no MAAT e no Museu Municipal de Faro.

Quimera
Héctor Zamora
DOC / 5’
Héctor Zamora
DOC / 5’
Nos seus países, os balões eram brincadeira de criança. Ao atravessarem fronteiras, os balões convertem-se em mercadoria, em trabalho possível. Na BoCA, Héctor Zamora convidou diferentes pessoas imigrantes para povoar as ruas de Lisboa e Faro com os seus sonhos – aqueles que ficaram pelo caminho e aqueles que perduram e se renovam.

Il y a une larme dans chaque note et un soupir dans chaque pli
Odete & Caty Olive
DOC / 8’
Odete & Caty Olive
DOC / 8’
Neste documentário, descobrimos os bastidores da investigação de Odete sobre histórias "efeminadas" – desde o Castrati barroco até aos dândis do século XIX – e a sua colaboração com a iluminadora Caty Olive.
2021

O Barco
Grada Kilomba
DOC / 19’
Grada Kilomba
DOC / 19’
É uma instalação composta por 140 blocos, que formam a silhueta do fundo de uma nau e desenham minuciosamente o espaço criado para acomodar os corpos de milhões de africanos, escravizados pelos impérios europeus. Inaugurada na bienal BoCA, a instalação estende-se ao longo de 32 metros, junto ao Rio Tejo, na Praça do Carvão do MAAT. A obra convida o público a entrar num jardim da memória, no qual poemas descansam sobre blocos de madeira queimada, lembrando histórias e identidades esquecidas. Que histórias são contadas? Onde são contadas? Como são contadas? E contadas por quem?

Overlapses, Riddles & Spells
Andreia Santana
DOC / 14’
Andreia Santana
DOC / 14’
A artista visual Andreia Santana criou “Overlapses, Riddles & Spells”, um projeto comissionado pela BoCA e que se desdobrou em duas partes. A primeira em formato de performance, numa coprodução com o CCB, com as esculturas de vidro e ferro a serem moduladas pela escrita poética de António Poppe (poeta e artista visual) e pela sua vocalização em cena, a serem usadas como extensão ou prótese corporal por Vânia Doutel Vaz (performer) e com o acompanhamento sonoro visceral de João Polido (músico). Depois, o projeto assumiu uma versão expositiva no subterrâneo Reservatório da Patriarcal / Museu da Água, no Príncipe Real.

Máquina Atávica
Jonathan Uliel Saldanha
DOC / 9’
Jonathan Uliel Saldanha
DOC / 9’
É a instalação que o artista transdisciplinar Jonathan Uliel Saldanha criou para a Bienal BoCA 2021, apresentada na Estufa Fria de Lisboa, com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa. O projeto encomendado pela BoCA cruzou a acção de uma máquina de som e de luz com o ambiente de um espaço vegetal (de construção humana). Através da deslocação de sons sintéticos e da projecção de luzes, criaram-se relações referentes a fenómenos naturais, como o do movimento de um bando de pássaros, explorando a tensão entre, por um lado, uma construção artificial e, por outro, essas relações sugestivas de algo orgânico ou natural.

Entre o Céu e a Terra
Mónica Calle
DOC / 11’
Mónica Calle
DOC / 11’
É a criação da atriz e encenadora Mónica Calle para a Bienal BoCA 2021, apresentada na Praia da Bela Vista, na Costa de Caparica. No cruzamento entre o teatro e a performance, a artista reflete sobre a identidade, a representação feminina e a experiência física e espiritual da peregrinação, num registo intimista, a partir de uma escrita pessoal e da poesia de Fiama Hasse Pais Brandão. O projeto encomendado pela BoCA integrou um conjunto de ações que se inspiraram na peregrinação a pé, da Sé de Lisboa até Santiago de Compostela, feita pelas atrizes Mónica Calle, Mónica Garnel e Inês Vaz. No cenário da icónica praia naturista da Costa da Caparica, convidou-se o público a fazer um percurso entre as dunas e a mata até ao encontro das três atrizes e a encontrarem-se, de olhos vendados, consigo mesmo.

Water in a Heatwave
Miles Greenberg
DOC / 12’
Miles Greenberg
DOC / 12’
É a criação do artista canadiano Miles Greenberg, apresentado pela primeira vez ao público português na Bienal BoCA 2021. As Carpintarias de São Lázaro acolheram esta performance duracional, com banda sonora original de personaljjesus, na qual, dois a dois, oito performers colidem os seus corpos uns contra os outros, em cima de uma série de pedestais, gerando tensões no espaço. No seguimento de outros projetos anteriores do artista, "Water in a Heatwave" desafia os limites da resistência física e expressa um olhar nada romantizado sobre o corpo queer negro.

Música Cigana Camões Yanomani
António Poppe e La Familia Gitana
DOC / 17’
António Poppe e La Familia Gitana
DOC / 17’
É o concerto-performance que junta o poeta e artista visual António Poppe aos músicos ciganos de La Família Gitana. Entre a poesia e a música, o projeto comissionado pela BoCA combina a poesia de Camões e os textos de Davi Kopenawa (líder indígena da comunidade Yanomami) com música cigana. Nesta nova criação, as imagens da poesia de Camões e da música cigana ganham uma expressão transcultural, através de novas combinações e sonoridades originais. O espetáculo estreou na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, estando depois em apresentação na Fábrica da Cerveja, em Faro.

Resistencia o la Reivindicación de un Derecho Colectivo
LASTESIS
DOC / 12’
DOC / 12’
É a performance do coletivo LASTESIS, que fez a sua estreia europeia na Bienal BoCA 2021. A criação do coletivo feminista de Valparaíso desdobrou-se em duas partes em Almada: a primeira em formato de um workshop para mulheres e dissidentes de género, e a segunda parte com a apresentação da performance na Praça da Liberdade. A performance combina a teoria e o ativismo feminista com as artes performativas e a música, expondo um cenário sustentado nos corpos, nas vozes e na experiência dxs participantes.

Anjo Solidão
Gabriel Ferrandini
DOC / 13’
Gabriel Ferrandini
DOC / 13’
O músico Gabriel Ferrandini criou "Anjo Solidão", um projeto comissionado pela BoCA, apresentado no anfiteatro da Fundação Champalimaud durante a Bienal de 2021. A nova criação composta e dirigida pelo baterista português explora as possibilidades do canto lírico, com elementos do Coro da Fundação Calouste Gulbenkian, através de repetições sucessivas de vozes e de contrastes entre sons acústicos e amplificados. A performance musical é acompanhada por uma escultura do artista visual Vasco Futscher, com material de síntese digital de Miguel Abras e desenho e operação de som de Hélder Nelson.

Concerto
Papillons d'Éternité
DOC / 15’
Papillons d'Éternité
DOC / 15’
É a criação musical da artista multidisciplinar Tânia Carvalho e do músico Matthieu Ehrlacher que se juntam na dupla Papillons d'Éternité. Partilhando o palco na 3ª edição da Bienal BoCA com o Rancho Folclórico da Casa do Minho, no Museu Nacional de Arte Contemporânea (Lisboa), e com o Rancho Folclórico de Faro, no Teatro Lethes (Faro), a dupla encontra pontos de partida — notas, sons, melodias ou harmonias — na música tradicional portuguesa e constrói a partir deles as suas próprias versões. Aqui com o instrumento chinês erhu e um saxofone, Tânia Carvalho e Matthieu Ehrlacher partem da tradição para a apresentar com um caráter mais experimental e improvisado.

A Tralha
Capicua
DOC / 12’
Capicua
DOC / 12’
Na Bienal BoCA 2021, a rapper Capicua estreou-se na escrita para teatro com "A Tralha", um projeto comissionado pela BoCA que estreou no jardim do Palácio Pimenta/Museu de Lisboa. Com texto de Capicua e corpo e voz de Tiago Barbosa, “A Tralha” é um quase monólogo sobre acumulação. Um ensaio sobre o desperdício e a obsolescência em forma de narrativa pessoal e uma reflexão sobre os objetos que nos rodeiam, que nos servem de extensão, que contêm as nossas memórias e que nos servem de interface com o mundo. Escrito num momento peculiar da nossa vida coletiva, parte da história de um homem que fica sozinho, nos longos meses de confinamento, rodeado de matéria inerte, entulho e recordações.
film week
Residências Artísticas "Vale" Cinema Documental (2021)
A convite da CIMLT – Comunidade intermunicipal da lezíria do tejo, foram propostas várias oficinas-residência onde pretendemos abordar o hibridismo na fluidez da combinação entre o artístico e o social entre as atividades de educação formal e não-formal, entre o local e o global e o cinema documental. Foram produzidas 11 curtas-metragens documentais, em parceria com 11 municípios, onde se pretendeu arquivar tradições, linguajares, histórias, costumes e práticas em extinção na zona da lezíria do tejo. Como tal pretendemos promover competências artísticas, em jovens que estejam a residir no médio Tejo. É, nesta perspetiva, um projeto colaborativo por um movimento pró-inclusão pela arte.

Nostalgia
Santarém
DOC / 14’
Santarém
DOC / 14’
Em Nostalgia, temos como protagonistas os próprio participantes. Num movimento de resgate de episódios familiares, dez jovens partilham histórias que através de uma herança subliminar acabam também por fazer parte das suas próprias identidades.

Ligações Salgadas
Rio Maior
DOC / 15’
Rio Maior
DOC / 15’
Em Ligações Salgadas, temos acesso à história familiar de António, que ao investigar mais sobre as salinas de Rio Maior desvenda as origens da sua ascendência familiar.

Em Refúgio Natural, um grupo de jovens coloca um olhar demorado sobre a natureza que os circunda e que caracteriza o território de Benavente. Dando especial protagonismo ao poder do som produzido pelos recursos naturais disponíveis.

Entre Margens
Coruche
DOC / 13’
Coruche
DOC / 13’
Em Entre Margens, assistimos à forma como o rio influenciou a vida das gentes de Coruche. Recorrendo a imagens que nos mostram texturas, intuímos a força que a natureza tem neste meio, seja na forma como providencia alimento ou como assegura os ofícios.

Pelas Minhas Mãos
Azambuja
DOC / 17’
Azambuja
DOC / 17’
Em Pelas Minhas Mãos, debruçamo-nos sobre quatro formas distintas de artesanato: ferraria, na aplicação de ferraduras, “luthier”, na construção de arpas; na construção do instrumento cana-rachada; e numa artesã de macramé. Através destas quatro vozes, procuramos perceber qual o papel do ofício e do artesanato na cultura de hoje.

Vitis Vinifera
Cartaxo
DOC / 26’
Cartaxo
DOC / 26’
No filme Vitis Vinifera, fixamo-nos na produção vinícola e em como esta contamina a nossa existência em comunidade. A produção de vinho é apresentada não só como uma característica identitária, mas também como elo de transmissão entre gerações.

Meia Laranja
Almeirim
DOC / 22’
Almeirim
DOC / 22’
No filme Meia Laranja, conhecemos duas culturas, uma local e uma migrante, que habitam os mesmos espaços propagando e renovando significados dos mesmos. Estas duas culturas díspares, modificam a identidade dos lugares acrescentando-lhes vida e provando que no que toca a tradição somos muito mais parecidos do que diferentes.

Por Ruas Nossas
Salvaterra de Magos
DOC / 17’
Salvaterra de Magos
DOC / 17’
Em Por Ruas Nossas, estudamos a forma como a toponímia de Salvaterra de Magos influenciou e foi influenciada pela vida humana dos seus habitantes. Através de um jogo entre fotografias, que nos mostram o passado, e retratos vivos do presente, percebemos o espaço de evolução que existe entre o que foi e o que é a vida naquelas ruas.

A Água Que Por Mim Passa
Chamusca
DOC / 16’
Chamusca
DOC / 16’
Neste filme, assistimos à relação da poesia com a geografia do lugar. Pela voz dos alunos da Universidade Sénior da Chamusca, mostramos o amor pela vila a par com o poder da linguagem poética, mantendo a força da água como pano de fundo.

A(Vós) do Rio
Golegã
DOC / 16’
Golegã
DOC / 16’
No filme A(Vós) do Rio, assistimos a um trabalho de carácter poético inspirado na escrita de Saramago e paisagens humanas e naturais da Golegã. Mergulhamos na influência do rio, nos ofícios e na memória humana que os objectos podem transmitir.

Cadernos de Campo
Alpiarça
DOC / 27’
Alpiarça
DOC / 27’
Cadernos de Campo é uma viagem pelo tempo, da vala aos melões, dos barcos aos tratores, da fauna à flora, do passado ao presente. Da adaptação humana aos novos desafios. Leva-nos à descoberta de uma outra Alpiarça.


