arquivo


Arquivo audiovisual de encomendas feitas à Waves Of Youth e desenvolvidas em conjunto com parceiros, municípios e outras entidades.

film school

Serviço Educativo

O serviço educativo do ano 2023 da associação Waves Of Youth teve como parceiros o Município de Santarém, o Agrupamento de Escolas Sá da Bandeira e o Centro Cultural Regional de Santarém.
2023
Vivências das Tradições
Alunos da ESSB com Waves Of Youth

DOC / 13’
Este projeto, desenvolvido em conjunto pela associação Waves Of Youth e pelos alunos da turma TAS/TEI2 da Escola Secundária Sá da Bandeira de Santarém, insere-se nas celebrações do cinquentenário do 25 de abril. Retrata a tradição, os idos da cultura avieira e da vinha, passando pelo rancho e como era viver em Alcanhões e Vale de Figueira, em Santarém, nos anos da ditadura. Pelas vozes das comunidades, ouvimos os relatos da terra, da revolução e um olhar sobre o futuro. Um cruzamento de gerações em que um dos alunos percorre as estradas e os caminhos em busca de um novo registo de histórias que se vão perdendo pelo tempo, na tentativa de as perpetuar para novas gerações nunca esquecerem as conquistas de abril.
Biennial of Contemporary Arts

A BoCA, com a Waves Of Youth, produziu mini-documentários sobre projetos comissionados ou inaugurados na bienal. São criações que marcam a estreia de artistas consagrados em novos territórios artísticos, ou celebram encontros inéditos entre artistas de domínios distintos, como a dança e a música, artes visuais e participação, ou a música de géneros diferentes em diálogo.
2023
O Carro Falante
Agnieszka Polska

DOC / 9’
O fim do mundo de Agnieszka Polska poderia ser hoje. Ou centenas de anos atrás. Ou algumas décadas no futuro. Em "O Carro Falante", primeira peça de teatro da premiada artista polaca, há apenas uma esperança: "um 'final feliz' que não é escrito pelos humanos". São muitos os estados emocionais e os papéis que assumem Albano Jerónimo, Iris Cayatte, Vera Mantero, Bartosz Bielenia e Aaron Ronelle, o elenco de peso que deu vida e profundidade às personagens enigmáticas desta jornada melancólica e sinistramente bela. A nova criação, uma comissão da BoCA 2023, estreou no palco da Culturgest, em Lisboa, e segue percurso nacional e internacional pelo próximo biénio.
As ascensões e quedas infinitamente repetidas do desejo
Bendik Giske & Romeu Runa

DOC / 14’
No Panteão Nacional, o músico Bendik Giske e o ator e bailarino Romeu Runa protagonizaram um dos momentos "que ecoará na memória da BoCA durante a posteridade”, segundo Maria Carvalho (Rimas e Batidas). Partilhando uma fisicalidade intensa - e uma química sem igual -, os artistas reuniram-se para um concerto-performance inédito, que levou o saxofone, o corpo, o desejo e o público aos limites da atração e da beleza.
E se o autobiográfico não for mais do que a história dos outros a atravessar-nos?
Gabriel Chaile

DOC / 12’
Numa encomenda da BoCA para a última edição da bienal, o argentino Gabriel Chaile recorre aos saberes ancestrais da sua família, cuja economia baseava-se no feitio do pão, para forjar um gesto de proximidade, empatia, luta e celebração para com Alcindo Monteiro. Em dias de reflexão, debates, fartura e música, artista e público puderam trazer ao presente a vida do jovem português e cabo-verdiano – em toda a ternura e força política da sua memória.
Terra Cobre
João Pais Filipe & Marco da Silva Ferreira

DOC / 10’
Nesta nova criação coreográfica e instalativa, a sensibilidade e técnica musical da música ao vivo de Pais Filipe entrelaça-se com a dança de Marco da Silva Ferreira, cujo corpo torna-se elemento percutivo. Com e a partir da arte chocalheira tradicional de Alcáçovas – património em Necessidade de Salvaguarda Urgente, segundo a UNESCO –, “Terra Cobre” desafia a iconografia e simbologia tradicional portuguesas, vindas de um mundo terreno e pastoril, mas também de êxtase e festa.
Está Visto
João dos Santos Martins, Ana Jotta, Joana Sá & Filipe Pereira

DOC / 14’
Na Academia das Ciências de Lisboa, cercado por estantes de livros centenários, João dos Santos Martins - com os desarranjos no piano de Joana Sá, o figurino de Ana Jotta e a luz de Filipe Pereira - dança o amor, nos seus prazeres e dores. Unindo a poesia de Heine, a música de Schumann e a libra enquanto vocabulário gestual, "Está Visto" leva-nos, com delicadeza e intensidade, à intimidade de um romance perdido. O espetáculo, estreado na 4.ª edição da BoCA, "traça em definitivo a grandeza desse que já é um dos futuros da dança portuguesa" (Antropositivo).
Corpo Visível
Keli Freitas com alunos da Univ. do Algarve e Escola Superior de Música de Lisboa

DOC / 9’
"Corpo Visível" é o título do primeiro poema e livro de Mário Cesariny. No âmbito do seu centenário, a BoCA comissionou uma nova criação participativa e experimental com estudantes do curso de artes visuais da Universidade do Algarve e de composição da Escola Superior de Música de Lisboa. Sob direção artística da encenadora e colecionadora de palavras Keli Freitas, a performance-instalação em tributo ao universo surrealista do artista português teve lugar no MAAT e no Museu Municipal de Faro.
Quimera
Héctor Zamora

DOC / 5’
Nos seus países, os balões eram brincadeira de criança. Ao atravessarem fronteiras, os balões convertem-se em mercadoria, em trabalho possível. Na BoCA, Héctor Zamora convidou diferentes pessoas imigrantes para povoar as ruas de Lisboa e Faro com os seus sonhos – aqueles que ficaram pelo caminho e aqueles que perduram e se renovam.
2021

O Barco
Grada Kilomba

DOC / 19’
É uma instalação composta por 140 blocos, que formam a silhueta do fundo de uma nau e desenham minuciosamente o espaço criado para acomodar os corpos de milhões de africanos, escravizados pelos impérios europeus. Inaugurada na bienal BoCA, a instalação estende-se ao longo de 32 metros, junto ao Rio Tejo, na Praça do Carvão do MAAT. A obra convida o público a entrar num jardim da memória, no qual poemas descansam sobre blocos de madeira queimada, lembrando histórias e identidades esquecidas. Que histórias são contadas? Onde são contadas? Como são contadas? E contadas por quem?

Overlapses, Riddles & Spells
Andreia Santana

DOC / 14’
A artista visual Andreia Santana criou “Overlapses, Riddles & Spells”, um projeto comissionado pela BoCA e que se desdobrou em duas partes. A primeira em formato de performance, numa coprodução com o CCB, com as esculturas de vidro e ferro a serem moduladas pela escrita poética de António Poppe (poeta e artista visual) e pela sua vocalização em cena, a serem usadas como extensão ou prótese corporal por Vânia Doutel Vaz (performer) e com o acompanhamento sonoro visceral de João Polido (músico). Depois, o projeto assumiu uma versão expositiva no subterrâneo Reservatório da Patriarcal / Museu da Água, no Príncipe Real.
Máquina Atávica
Jonathan Uliel Saldanha

DOC / 9’
É a instalação que o artista transdisciplinar Jonathan Uliel Saldanha criou para a Bienal BoCA 2021, apresentada na Estufa Fria de Lisboa, com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa. O projeto encomendado pela BoCA cruzou a acção de uma máquina de som e de luz com o ambiente de um espaço vegetal (de construção humana). Através da deslocação de sons sintéticos e da projecção de luzes, criaram-se relações referentes a fenómenos naturais, como o do movimento de um bando de pássaros, explorando a tensão entre, por um lado, uma construção artificial e, por outro, essas relações sugestivas de algo orgânico ou natural.
Entre o Céu e a Terra
Mónica Calle

DOC / 11’
É a criação da atriz e encenadora Mónica Calle para a Bienal BoCA 2021, apresentada na Praia da Bela Vista, na Costa de Caparica. No cruzamento entre o teatro e a performance, a artista reflete sobre a identidade, a representação feminina e a experiência física e espiritual da peregrinação, num registo intimista, a partir de uma escrita pessoal e da poesia de Fiama Hasse Pais Brandão. O projeto encomendado pela BoCA integrou um conjunto de ações que se inspiraram na peregrinação a pé, da Sé de Lisboa até Santiago de Compostela, feita pelas atrizes Mónica Calle, Mónica Garnel e Inês Vaz. No cenário da icónica praia naturista da Costa da Caparica, convidou-se o público a fazer um percurso entre as dunas e a mata até ao encontro das três atrizes e a encontrarem-se, de olhos vendados, consigo mesmo.
Water in a Heatwave
Miles Greenberg

DOC / 12’
É a criação do artista canadiano Miles Greenberg, apresentado pela primeira vez ao público português na Bienal BoCA 2021. As Carpintarias de São Lázaro acolheram esta performance duracional, com banda sonora original de personaljjesus, na qual, dois a dois, oito performers colidem os seus corpos uns contra os outros, em cima de uma série de pedestais, gerando tensões no espaço. No seguimento de outros projetos anteriores do artista, "Water in a Heatwave" desafia os limites da resistência física e expressa um olhar nada romantizado sobre o corpo queer negro.

Música Cigana Camões Yanomani
António Poppe e La Familia Gitana

DOC / 17’
É o concerto-performance que junta o poeta e artista visual António Poppe aos músicos ciganos de La Família Gitana. Entre a poesia e a música, o projeto comissionado pela BoCA combina a poesia de Camões e os textos de Davi Kopenawa (líder indígena da comunidade Yanomami) com música cigana. Nesta nova criação, as imagens da poesia de Camões e da música cigana ganham uma expressão transcultural, através de novas combinações e sonoridades originais. O espetáculo estreou na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, estando depois em apresentação na Fábrica da Cerveja, em Faro.
Resistencia o la Reivindicación de un Derecho Colectivo LASTESIS

DOC / 12’
É a performance do coletivo LASTESIS, que fez a sua estreia europeia na Bienal BoCA 2021. A criação do coletivo feminista de Valparaíso desdobrou-se em duas partes em Almada: a primeira em formato de um workshop para mulheres e dissidentes de género, e a segunda parte com a apresentação da performance na Praça da Liberdade. A performance combina a teoria e o ativismo feminista com as artes performativas e a música, expondo um cenário sustentado nos corpos, nas vozes e na experiência dxs participantes.
Anjo Solidão
Gabriel Ferrandini

DOC / 13’
O músico Gabriel Ferrandini criou "Anjo Solidão", um projeto comissionado pela BoCA, apresentado no anfiteatro da Fundação Champalimaud durante a Bienal de 2021. A nova criação composta e dirigida pelo baterista português explora as possibilidades do canto lírico, com elementos do Coro da Fundação Calouste Gulbenkian, através de repetições sucessivas de vozes e de contrastes entre sons acústicos e amplificados. A performance musical é acompanhada por uma escultura do artista visual Vasco Futscher, com material de síntese digital de Miguel Abras e desenho e operação de som de Hélder Nelson.
Concerto
Papillons d'Éternité

DOC / 15’
É a criação musical da artista multidisciplinar Tânia Carvalho e do músico Matthieu Ehrlacher que se juntam na dupla Papillons d'Éternité. Partilhando o palco na 3ª edição da Bienal BoCA com o Rancho Folclórico da Casa do Minho, no Museu Nacional de Arte Contemporânea (Lisboa), e com o Rancho Folclórico de Faro, no Teatro Lethes (Faro), a dupla encontra pontos de partida — notas, sons, melodias ou harmonias — na música tradicional portuguesa e constrói a partir deles as suas próprias versões. Aqui com o instrumento chinês erhu e um saxofone, Tânia Carvalho e Matthieu Ehrlacher partem da tradição para a apresentar com um caráter mais experimental e improvisado.

A Tralha
Capicua

DOC / 12’
Na Bienal BoCA 2021, a rapper Capicua estreou-se na escrita para teatro com "A Tralha", um projeto comissionado pela BoCA que estreou no jardim do Palácio Pimenta/Museu de Lisboa. Com texto de Capicua e corpo e voz de Tiago Barbosa, “A Tralha” é um quase monólogo sobre acumulação. Um ensaio sobre o desperdício e a obsolescência em forma de narrativa pessoal e uma reflexão sobre os objetos que nos rodeiam, que nos servem de extensão, que contêm as nossas memórias e que nos servem de interface com o mundo. Escrito num momento peculiar da nossa vida coletiva, parte da história de um homem que fica sozinho, nos longos meses de confinamento, rodeado de matéria inerte, entulho e recordações.

film week

Residências Artísticas "Vale" Cinema Documental (2021)

A convite do CIMLT – Comunidade intermunicipal da lezíria do tejo, foram propostas várias oficinas-residência onde pretendemos abordar o hibridismo na fluidez da combinação entre o artístico e o social entre as atividades de educação formal e não-formal, entre o local e o global e o cinema documental. Foram produzidas 11 curtas-metragens documentais, em parceria com 11 municípios, onde se pretendeu arquivar tradições, linguajares, histórias, costumes e práticas em extinção na zona da lezíria do tejo. Como tal pretendemos promover competências artísticas, em jovens que estejam a residir no médio Tejo. É, nesta perspetiva, um projeto colaborativo por um movimento pró-inclusão pela arte.

Nostalgia
Santarém

DOC / 14’
Em Nostalgia, temos como protagonistas os próprio participantes. Num movimento de resgate de episódios familiares, dez jovens partilham histórias que através de uma herança subliminar acabam também por fazer parte das suas próprias identidades.
Ligações Salgadas
Rio Maior

DOC / 15’
Em Ligações Salgadas, temos acesso à história familiar de António, que ao investigar mais sobre as salinas de Rio Maior desvenda as origens da sua ascendência familiar.
Refúgio Natural
Benavente

DOC / 14’

Em Refúgio Natural, um grupo de jovens coloca um olhar demorado sobre a natureza que os circunda e que caracteriza o território de Benavente. Dando especial protagonismo ao poder do som produzido pelos recursos naturais disponíveis.
Entre Margens
Coruche

DOC / 13’
Em Entre Margens, assistimos à forma como o rio influenciou a vida das gentes de Coruche. Recorrendo a imagens que nos mostram texturas, intuímos a força que a natureza tem neste meio, seja na forma como providencia alimento ou como assegura os ofícios.
Pelas Minhas Mãos
Azambuja

DOC / 17’
Em Pelas Minhas Mãos, debruçamo-nos sobre quatro formas distintas de artesanato: ferraria, na aplicação de ferraduras, “luthier”, na construção de arpas; na construção do instrumento cana-rachada; e numa artesã de macramé. Através destas quatro vozes, procuramos perceber qual o papel do ofício e do artesanato na cultura de hoje.
Vitis Vinifera
Cartaxo

DOC / 26’
No filme Vitis Vinifera, fixamo-nos na produção vinícola e em como esta contamina a nossa existência em comunidade. A produção de vinho é apresentada não só como uma característica identitária, mas também como elo de transmissão entre gerações.
Meia Laranja
Almeirim

DOC / 22’
No filme Meia Laranja, conhecemos duas culturas, uma local e uma migrante, que habitam os mesmos espaços propagando e renovando significados dos mesmos. Estas duas culturas díspares, modificam a identidade dos lugares acrescentando-lhes vida e provando que no que toca a tradição somos muito mais parecidos do que diferentes.
Por Ruas Nossas
Salvaterra de Magos

DOC / 17’
Em Por Ruas Nossas, estudamos a forma como a toponímia de Salvaterra de Magos influenciou e foi influenciada pela vida humana dos seus habitantes. Através de um jogo entre fotografias, que nos mostram o passado, e retratos vivos do presente, percebemos o espaço de evolução que existe entre o que foi e o que é a vida naquelas ruas.
A Água Que Por Mim Passa
Chamusca

DOC / 16’
Neste filme, assistimos à relação da poesia com a geografia do lugar. Pela voz dos alunos da Universidade Sénior da Chamusca, mostramos o amor pela vila a par com o poder da linguagem poética, mantendo a força da água como pano de fundo.
A(Vós) do Rio
Golegã

DOC / 16’
No filme A(Vós) do Rio, assistimos a um trabalho de carácter poético inspirado na escrita de Saramago e paisagens humanas e naturais da Golegã. Mergulhamos na influência do rio, nos ofícios e na memória humana que os objectos podem transmitir.
Cadernos de Campo
Alpiarça

DOC / 27’
Cadernos de Campo é uma viagem pelo tempo, da vala aos melões, dos barcos aos tratores, da fauna à flora, do passado ao presente. Da adaptação humana aos novos desafios. Leva-nos à descoberta de uma outra Alpiarça.